UM Deus, nenhuma barreira

Em nossa caminhada com Jesus Cristo, nosso Deus, passamos por muitas dificuldades. Há cerca de um ano e meio fui selecionado para uma bolsa de estudos na Coréia do Sul. Esta bolsa foi resultado de bastante estudo, dedicação e foco. No instante em que ela foi homologada, fui a Deus pedir orientação para tal empreitada, tudo foi decidido rapidamente, comprar passagens, arrumar as malas. Com todos os passos na vontade e na direção de Deus, acabei indo em Junho de 2014.

Lembro como se fosse hoje. Faziam quatro meses que eu procurava uma igreja unicista em solo coreano. Haviam muitas barreiras. Eu havia lido em alguns sites pela internet que haviam ministérios disponíveis por lá, entretanto eram extremamente longe, sendo o mais próximo em torno de 80km de distância. Mas tinham outros que não estavam na internet, mas que estavam muito, muito perto. Em Outubro de 2014, postei uma mensagem em um vídeo de um culto apostólico em Seul, mas de um canal americano.  Alguns dias depois, chegou a resposta com nome, endereço e algumas outras informações pertinentes sobre uma igreja. Ficava a menos de 4km de onde eu morava.

Era um domingo, por volta das cinco horas da tarde. Eu estava em frente de um prédio antigo, com uns quatro andares, com uma rua bem movimentada na frente, e uma rua estreita do lado. Tentei achar a entrada, até que entrei naquela rua lateral e achei uma porta bem discreta, com uma escadaria. Subi os degraus, pois de acordo com o endereço dado era no terceiro andar. Cheguei em uma porta entreaberta, ouvi vozes em coreano lá dentro. Eu não sabia até então me comunicar no idioma, e apesar de sentir uma certa barreira, entrei. Veio um rapaz me atender, e percebi que ele tinha fluência em inglês.

Samuel, o rapaz que me atendeu, e o pastor Park, anjo daquela congregação, me faziam perguntas específicas, que nada resolviam aquele problema de comunicação. Quando conversar com um coreano ou japonês, irá entender que eles querem saber ou aprender coisas muito diferente das que buscamos. Então, naquele impasse, o Espírito Santo, que é o Espírito de luz, de sabedoria, me fez falar apenas uma frase: “ONE GOD”. Falei com tanta convicção aquela frase, apontando com o dedo indicador para cima. UM DEUS. Neste exato momento, o céu se abriu. O pastor e o rapaz, antes muito desconfiados, vieram e me abraçaram, começaram a dar umas risadas de satisfação, e deram até uns pulinhos de alegria!

Eles nunca haviam recebido um crente ocidental, muito menos um crente apostólico, unicista! Creio que isto foi grande surpresa e alegria para eles. Congreguei com o pastor Park até Setembro de 2015, mês que voltei para o Brasil. Lembro daquele povo como meus irmãos amados, meus amigos. Mas a grandiosa e contundente experiência que tive foi de que, se eu não tivesse confessado que Deus é UM, de nada teria adiantado tentar explicar de onde eu vinha e qual era minha fé. Se não confessares que DEUS é UM, as barreiras jamais cairão. Os demônios, criadores de barreiras no ocidente e no oriente, também creem que há UM só Deus. E tremem.

No momento que confessei minha fé dEste Todo-Poderoso Deus, todas as barreiras estremeceram e ali sucumbiram.

Tiago 2:19

“Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também os demônios o crêem e estremecem.”

Testemunho do irmão Anderson Lara

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Pastor John John levando a palavra do Senhor Jesus em Coréia do sul e China.

Pastor John John, juntamente com irmão Anderson, e pastor Park, este foi pastor do irmão Anderson na cidade de Suwon em Coréia do Sul por um ano.

Segundo relatos do pastor Jhon Jhon, cultos abençoados, a presença de Deus se faz muito forte naquele lugar, um toque especial divino.
Um povo sincero e humilde.
Mas que verdadeiramente buscam a face do senhor em Coréia do sul, na cidade de suwon.
Pastor John John, irmão Anderson e pastor Park se encontram de chinelos porque segundo  o povo  local não entra-se de sapatos no templo de Deus.
Entra-se de meias ou um simples chinelo.
Saindo da Coréia do sul, pastor John John passará por Hong Kong e Taiwan ( China ).
Pastor John John e o irmão Anderson estarão  desembarcando esta semana no Brasil.photo

Testemunhando: Do fim, Deus fez um novo começo!

Sinto-me na obrigação de compartilhar o agir de Deus sobre a minha vida. Principalmente de meados de 2012 até aqui, pois Deus transformou completamente a vida da nossa família e somos a prova viva do poder de Deus.

No ano de 2012 morando na cidade de Caxias do Sul, sozinhos, meu esposo, que se chama Márcio, e eu estávamos no “fundo do poço”. Meu esposo usava cocaína diariamente, misturado com muito álcool e muitas vezes crack. Eu não tinha forças pra impedir e ao contrário, pedia a ele que me trouxesse maconha pra que eu pudesse “relaxar”. Usava um “mix” de maconha com vários relaxantes musculares e muita bebida alcoólica. Meu filho, na época com menos de 2 anos,  brincava enquanto consumíamos álcool e drogas e algumas vezes esquecíamos de alimentá-lo. Já não sabia mais o que fazer. Depressiva e prestes a perder meu emprego, comecei a ver traficantes e usuários batendo em minha porta.

Foi assim que em maio de 2012 acabei achando melhor me separar do meu esposo. Até mesmo porque se ele continuasse ali, certamente seria morto por algum traficante ou usuário.

Fiquei muito triste. Bebia todo dia, fumava e não tinha um pingo de esperança.

Nenhum sonho. Nenhuma expectativa. Vivia simplesmente por viver. Diversas vezes pensei em ceifar minha vida, mas era covarde demais pra isso…

Eu e o Márcio continuamos nos falando. Ele morava em uma casa onde todos eram usuários de drogas, eu sequer perdia tempo lhe dizendo pra parar ou mudar, afinal, pra que? Por que? Que se dane tudo…

Um dia, Marcio me liga tarde da noite, diz que tem novidades, estava eufórico:

– Bebê, tu não vai acreditar, eu caí de joelhos numa igrejinha. Eu senti amor! Eu sei que Jesus fez alguma coisa pra mim. Tem um Pastor e ele foi me buscar conversou comigo. Me deu esperança, eu sinto que enfim encontrei o que tanto busquei…

Confesso que dei risada. Ouvi o que ele tinha a me dizer e dei os parabéns. Logo em seguida com sarcasmo perguntei:

-Vai comemorar no boteco? Ou cheirando?

Ele não disse nada. Sumiu por mais uns dias e quando me procurou novamente disse que “o tal  Pastor” o havia procurado e  queria levá-lo pra igreja, pra ficar com ele uns dias.

Novamente eu dei risada, afinal o que um Pastor iria querer levando de graça um homem viciado pra sua igreja? Logo pensei: Certamente o “tal Pastor” sabe que o Marcio recebe seguro desemprego e vai tirar tudo dele e deixá-lo na rua da amargura. Pensei: pobre Marcio.

Liguei e o alertei, mas ele estava decidido e foi rumo à cidade de Sapucaia do Sul junto com o “tal pastor” que salvava pessoas de graça. Uma piada a meu ver naquele momento!

Marcio foi batizado e me ligou naquela noite. Parecia entorpecido. Dizia que era o dia mais feliz da vida dele. Fiquei furiosa, tinha certeza de que estava bêbado, pois ele falava cansado, arrastando a língua.

Na ocasião, nosso filho com 2 anos, estava bastante enfermo, tinha febre, não comia tudo em virtude da falta do pai. Tudo estava muito difícil, mas meu esposo não desistiu de nós. Mandava-nos e-mails, pedia para eu acreditar.

Ele queria me ver ao menos uma vez pra provar que havia mudado. Eu não cria nesta mudança. Eu acreditava que ninguém muda assim. Isso não existe, e se era por causa da igreja, imaginei que era aquela paixão inicial que todos têm e que logo passaria e Marcio votaria as drogas, ao álcool e tudo mais…

Foi então que o Marcio foi me visitar em setembro de 2012. Quando ele veio subindo a ladeira onde morávamos já me emocionou. Estava lindo. Bem vestido. Com uma luz, um sorriso que eu nunca havia visto no meu esposo. Estava tão iluminado que fiquei impressionada e confesso que uma semente de esperança brotou no meu coração.

Porém pensei: “Eu trabalho em uma multinacional. Ganho um salário de quase R$3.000,00. Tenho estabilidade. Como vou largar tudo? Marcio sequer tem um teto, nem emprego com carteira assinada, ele não tem nada, tenho os meninos pra criar, não vai dar…”.

De setembro a dezembro conversamos diariamente. E ele sempre falava muito do agir de Deus e da importância da família. Contava histórias surreais de irmãos da sua igreja. Coisas que para mim eram incompreensíveis.

Foi quando em meados de dezembro e em um dos nossos e-mails comentamos que quando nos conhecemos, antes mesmo de namorar, havíamos feito uma promessa de que jamais passaríamos o natal ou réveillon separados e gostaríamos de cumprir a promessa. Foi ai que resolvi ir a Sapucaia do Sul passar os festejos com ele.

Que bela escolha!

Cheguei a Sapucaia e conheci o Pastor Luiz Motta no dia 21 de Dezembro de 2012.

Me batizei nove dias depois em 30 de Dezembro. Sai da empresa em que trabalhava sem direito a nenhuma indenização e vim com meus filhos para morar com Marcio em uma peça de 2,5x4m com banheiro.

Que luta! Que vale!

Marcio ganhava em média R$ 200,00 por semana. Nosso aluguel era de R$350,00. Mal comíamos.

E minha fé? Confesso que estava bem fraca.

Em fevereiro de 2013, fui contratada para administrar uma transportadora. Que alívio, além de ganhar um salário razoável, consegui empregar meu marido na mesma empresa. Enfim estávamos conseguindo passar pelos vales…

Mas as coisas não vão bem em casa. Não vão bem na empresa. Nada esta bom. E minha fé? Ainda muito fraca…

Por muitas vezes perguntei ao meu esposo:

– De que adianta ser crente se as provas são ainda piores do que quando estamos no mundo?

Meu esposo com sua habitual calma me dizia:

– Vai passar, só peço que não renegues a Deus!

Em junho nossa igreja organizou um casamento coletivo, foi quando notamos que a brecha para o inimigo era não termos a benção de Deus no nosso casamento.

Realmente, após sermos abençoados as coisas entre nós ficaram muito mais calmas.

Porém as nossas finanças não iam bem. No mesmo mês do casamento ficamos desempregados, a empresa não pagou devidamente nossos direitos e o vale financeiro começaria. Minha cunhada e minha sobrinha vieram morar conosco. Agora éramos 5 em casa e apenas 1 salário mínimo para aluguel, luz, água, comida etc…

E minha fé? Crescia. Neste momento eu cria que Deus não nos desampararia e assim foi. Não passamos nenhuma necessidade. Lutamos. Oramos mais. Jejuamos mais. E assim a tranquilidade reinava em casa.

Em novembro de 2013 com R$11,50 abrimos nossa empresa de prestação de serviços. Passamos o Natal em família já colhendo pequenos frutos da nossa empresa. Em fevereiro de 2014 em meio a uma grande tragédia ganhei mais 2 filhos adolescentes que eu amo tanto quanto amo meus filhos de sangue e que vieram pra encher-me de alegria e completar a minha vida.

Conclusão: de meados de 2012 até o presente momento, meu esposo, eu e nossos dependentes temos sido 100% fiéis a Deus. Em nenhum momento deixamos de dizimar, ir aos cultos e ser submissos aos nossos líderes.

Oramos e jejuamos mais ainda, abrimos um ponto de pregação na nossa casa. Hoje somos 8 e vivemos muito bem!

Ah e a nossa empresa que começou com R$11,50? Fechou o mês de fevereiro com R$18.000,00 em contratos e esta cada dia crescendo mais.

Deus é fiel com quem é fiel. Ele nos salvou. Tirou-nos do lixo e quanto mais temos mais damos.

Marcio e Milena com os filhos.

Marcio e Milena com os filhos.

Agradeço a Deus por ter colocado uma pessoa que fez isto tudo ser possível. Pastor Luiz Motta, que pegou a mão do meu esposo e o levantou. Depois fez o mesmo comigo, nos amparou e esteve disponível em tempo integral todo este tempo. Ele é o pai que nunca tive! Um ser com espiritualidade muito superior, amor e compreensão, paciência, carinho…

Enfim, é com certeza a razão de eu ter Deus na minha vida e esta família maravilhosa!

Obrigada Deus e obrigada Pastor Motta!

Este é o fim (ou apenas o começo…).

Milena Niemeyer – IAB Sapucaia do Sul